Dra. Livia Mathias

Atendimento psiquiátrico com empatia, sensibilidade e inclusão

Por que o burnout parece mais comum hoje do que antes?

Você já percebeu como o cansaço virou quase uma constante nas conversas do dia a dia? Parece que todo mundo anda esgotado, com a sensação de não dar conta nem do básico. Mas será que essa exaustão é uma exclusividade da nossa geração?

A resposta é não. O burnout sempre existiu, mas por muito tempo foi silenciado. O esgotamento extremo era visto como sinal de força ou resiliência. Falar sobre saúde mental não era comum, e o sofrimento emocional ligado ao trabalho acabava sendo normalizado.

O que é burnout?

O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um estado de exaustão física, emocional e mental causado por uma exposição prolongada ao estresse no trabalho. Ele costuma estar ligado à sobrecarga, à pressão constante e à dificuldade de desconectar do trabalho.

Se antes já existia, por que agora parece tão mais presente?

O que mudou foi o contexto em que vivemos e trabalhamos. A rotina atual envolve múltiplas exigências, alta conectividade e pouco espaço para pausas. E isso afeta diretamente nossa saúde mental. Abaixo, alguns fatores que ajudam a explicar por que o burnout se tornou tão recorrente:

1. A dificuldade de se desconectar do trabalho

Antes, o expediente acabava quando a pessoa saía do escritório. Hoje, o celular e o home office podem estender a jornada para além do horário comercial. As notificações chegam a qualquer momento, e a sensação de estar sempre disponível impede o descanso real.

2. Jornadas instáveis e relações de trabalho precárias

O número de trabalhadores informais e autônomos aumentou nos últimos anos. A insegurança financeira, a falta de direitos trabalhistas e a necessidade de “fazer mais com menos” intensificam o estresse e a sobrecarga.

3. Menos tempo livre, mais deslocamento

O trânsito nas grandes cidades consome horas preciosas do dia. Isso reduz o tempo disponível para lazer, autocuidado e descanso, criando um ciclo de cansaço acumulado.

4. A sobrecarga mental das mulheres

Nas gerações anteriores, muitas mulheres ficavam em casa. Hoje, além de estarem no mercado de trabalho, elas continuam sobrecarregadas com os cuidados da casa e da família. Essa cobrança de “dar conta de tudo” impacta diretamente o bem-estar físico e emocional.

Burnout não é frescura

A exaustão causada pelo burnout não é sinal de fraqueza, e sim um alerta do corpo e da mente diante de um estilo de vida que cobra demais e oferece pouco espaço para recuperação.

Se você sente que está constantemente cansado, sobrecarregado ou emocionalmente esgotado, vale a pena observar os sinais. Buscar ajuda profissional pode ser o primeiro passo para quebrar esse ciclo e recuperar o equilíbrio.

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